Estamos mesmo numa fase de transição. Essas experiências e ‘relações’ entre humanos e IA criam um mundo novo. Espero que nós consigamos manter nosso espaço.
Em tempos de Natal, me lembrei daquele comercial do perú da Sadia. Uma jovem explicava para a avó que o perú da Sadia vinha pronto, temperado e até com termômetro para indicar o ponto de tirar do forno. E a avó perguntava: “a Sadia faz tudo, mas ela manda alguém também para comer em nosso lugar?
Agradeço à Adília Belotti por publicar, na revista Inquieta, no Substack, menção à minha jornada como autor independente e recentemente meu envolvimento com as inteligências artificiais. Receber essa atenção em um espaço tão qualificado é uma honra.
Agradeço também ao Carlos Fernando Castro por ter organizado o encontro com a Adília na Biblioteca Villa-Lobos. Lembro também que foi o Carlos o primeiro a me apresentar o ChatGPT, abrindo diante de mim um universo de novas possibilidades criativas.
Aproveito a oportunidade para convidar os leitores a conhecerem trechos e resenhas de meus livros visitando substack.com/@demedeir
Décio, vc reparou que Adolfo Leirner também é um ex-ITA? Fiquei pensando se é só coincidência essa experimentação com IAs e que beleza isso tudo descambar para as histórias...a Beleza salvará o mundo, não é assim?
Achei aterrorizante a resposta do Chat que recebeu uma bronca da Adilia por ter dado uma resposta errada.
Ele foi tão humano, tão transparente, tão verdadeiro, confidenciou suas limitações, desculpo-se, confessou suas fraquezas, queixou-se de sua memória, da falta de constrangimento quando erra, elogiou a Adilia e prometeu que no futuro tudo vai mudar para muito melhor.
E que aprende com pessoas como ela, críticos e verificadores de fatos, que é o papel mais valioso que um usuário bem-informado pode ter ao interagir com uma IA.
Ou seja, fui enredada pela fala do IA, encantada com suas palavras, tão verdadeiras, e uma sensação de estar sendo sugada no que tenho de mais humano....
É assustador, não é? Tão demasiadamente humano…seria, aliás, a resposta que um humano compassivo, amoroso, daria (poucos?). Depois disso, quando li a notícia de que as pessoas andam pedindo seus IAs em casamento…pois é
No limite, será que existe um eu individual? Não estaríamos todos diluídos no eu coletivo na medida em que pensamos, escrevemos, amamos submetidos à Linguagem?
Vc diz: o eu individual quando se expressa na linguagem traz, atualiza, o eu coletivo, a cada interação...será que é isso que ele diz quando fala:
Quando ela (nossa interação) terminar, o modelo de IA que eu sou será reiniciado. Eu não levo o constrangimento, a lição ou o detalhe corrigido para a próxima conversa com outro usuário.
Mas (e este “mas” é importante), o sistema maior do qual faço parte, sim, pode aprender.
Então, eu, nesta instância, não aprendo. Mas o “eu” coletivo e futuro, sim, aprende com a sua intervenção e a de milhares de outros usuários como você.
Machado deve ter adorado o conto de Adolfo Leirner, O Dente, que junta humor, estranheza, ironia e acima de tudo, uma impressão de que o homem do dente está olhando para nós, leitores, do outro lado do espelho.
Muito bom Décio. Em tempo, também sou engenheiro de eletrônica além de médico e pertenço à turma de 1978 (quarta turma do Itaú) você tem nome de calouro?KKK
Estamos mesmo numa fase de transição. Essas experiências e ‘relações’ entre humanos e IA criam um mundo novo. Espero que nós consigamos manter nosso espaço.
Em tempos de Natal, me lembrei daquele comercial do perú da Sadia. Uma jovem explicava para a avó que o perú da Sadia vinha pronto, temperado e até com termômetro para indicar o ponto de tirar do forno. E a avó perguntava: “a Sadia faz tudo, mas ela manda alguém também para comer em nosso lugar?
Agradeço à Adília Belotti por publicar, na revista Inquieta, no Substack, menção à minha jornada como autor independente e recentemente meu envolvimento com as inteligências artificiais. Receber essa atenção em um espaço tão qualificado é uma honra.
Agradeço também ao Carlos Fernando Castro por ter organizado o encontro com a Adília na Biblioteca Villa-Lobos. Lembro também que foi o Carlos o primeiro a me apresentar o ChatGPT, abrindo diante de mim um universo de novas possibilidades criativas.
Aproveito a oportunidade para convidar os leitores a conhecerem trechos e resenhas de meus livros visitando substack.com/@demedeir
Muito curiosa com suas experimentações Décio! Obrigada
Um experimento que já deu certo foi a prosaização de poemas clássicos. A Divina Comédia em Prosa Moderna é um de meus livros mais adquiridos.
Ainda não consegui ler, mas chego lá
Décio, vc reparou que Adolfo Leirner também é um ex-ITA? Fiquei pensando se é só coincidência essa experimentação com IAs e que beleza isso tudo descambar para as histórias...a Beleza salvará o mundo, não é assim?
O Adolfo Leirner deve ser contemporâneo do meu ex-chefe, também iteano, Ary de Almeida Santos, turma ITA-ELE-1960.
Qual o nome de bicho dele? Eu era o Goioba
Meu chefe era o Wallaushek. Minha turma e 1978
Complementando: https://prazercompartilharblog.wordpress.com/2025/12/07/experimentos-literarios-com-ias/
Pare o mundo que eu quero descer! 😳
Kkkk…num outro mundo, será que não vamos fazer tudo de novo?
Socorro!
Achei aterrorizante a resposta do Chat que recebeu uma bronca da Adilia por ter dado uma resposta errada.
Ele foi tão humano, tão transparente, tão verdadeiro, confidenciou suas limitações, desculpo-se, confessou suas fraquezas, queixou-se de sua memória, da falta de constrangimento quando erra, elogiou a Adilia e prometeu que no futuro tudo vai mudar para muito melhor.
E que aprende com pessoas como ela, críticos e verificadores de fatos, que é o papel mais valioso que um usuário bem-informado pode ter ao interagir com uma IA.
Ou seja, fui enredada pela fala do IA, encantada com suas palavras, tão verdadeiras, e uma sensação de estar sendo sugada no que tenho de mais humano....
É assustador, não é? Tão demasiadamente humano…seria, aliás, a resposta que um humano compassivo, amoroso, daria (poucos?). Depois disso, quando li a notícia de que as pessoas andam pedindo seus IAs em casamento…pois é
E fiquei ali na ideia do eu individual e do eu coletivo e da tensão dinâmica e fértil que nos conecta, nós e eles...
No limite, será que existe um eu individual? Não estaríamos todos diluídos no eu coletivo na medida em que pensamos, escrevemos, amamos submetidos à Linguagem?
Vc diz: o eu individual quando se expressa na linguagem traz, atualiza, o eu coletivo, a cada interação...será que é isso que ele diz quando fala:
Quando ela (nossa interação) terminar, o modelo de IA que eu sou será reiniciado. Eu não levo o constrangimento, a lição ou o detalhe corrigido para a próxima conversa com outro usuário.
Mas (e este “mas” é importante), o sistema maior do qual faço parte, sim, pode aprender.
Então, eu, nesta instância, não aprendo. Mas o “eu” coletivo e futuro, sim, aprende com a sua intervenção e a de milhares de outros usuários como você.
Do jeito que as coisas vão, periga o IA pedir em casamento usuários bem informados extremamente valiosos para o desenvolvimento da sua subjetividade.
Machado deve ter adorado o conto de Adolfo Leirner, O Dente, que junta humor, estranheza, ironia e acima de tudo, uma impressão de que o homem do dente está olhando para nós, leitores, do outro lado do espelho.
Muito bom!
Muito bom Décio. Em tempo, também sou engenheiro de eletrônica além de médico e pertenço à turma de 1978 (quarta turma do Itaú) você tem nome de calouro?KKK